erros

mistakes.

Na primeira exposição que eu participei em outro país, um homem chegou pra mim na noite de abertura e disse que não tinha gostado do meu trabalho porque achava que era perfeito demais. Claro que na hora eu fiquei um pouco desconcertada com a sinceridade dele, mas com o passar do tempo entendi o que ele quis dizer, e entendi o valor da crítica construtiva.
Aquilo me fez pensar que talvez eu estivesse encarando de forma errada o meu desenho. Quando as linhas não acompanham direito a mão, ou o nanquim desvia do seu curso, eu achava que tinha cometido um erro. E trabalhar em papel e nanquim significa que aquele traço será único, que não tem volta.
Mas viver não é isso? Não tem volta para os passos que a gente deu, os caminhos que escolhemos, as palavras que dissemos. É fugaz.O tempo não vai voltar e o seu caminho uma vez trilhado é o único caminho.

At the first exhibition I’ve participated out of the country, a man came up to me  at the opening night and said he hadn’t liked my work because he thought it was too perfect. Of course at the time I was a little disconcerted due to his sincerity, but with time I realized what he meant, and also realized the value of constructive criticism.
That made me think that maybe I was facing my drawing the wrong way. When the lines don’t seem to follow the hand, or the ink deviates its course, I’d assume I’d made a mistake. And working on paper with ink means that line is unique and there is no turning back.
But isn’t it what life is about? There is no going back to the steps we’ve taken, the paths we have chosen, the words we have spoken. It’s fugitive. Time will not go back and your way once walked is the only way.

2 pensamentos sobre “erros

  1. Thais, uma crítica é sempre bem vinda mesmo. Sempre nos ajuda a exercitar a humildade, seja a crítica boa ou ruim. Venho te acompanhando faz tempo, gosto muito do seu trabalho e tenho certeza que em algum momento vc se tornou, pra mim, um daqueles poucos artistas que escolhi pra acalentar a alma. Minha lista de artistas é longa, mas desses prediletos são uma meia dúzia e lá está vc. Sinto que meu trabalho tem mudado muito, como se eu estivesse achado o fio da meada. A sensação é de liberdade. Por isso gostaria de te agradecer, sem nem mesmo eu saber explicar direito o que e o porque. Parabéns por sua arte. Quanto perfeição do trabalho, isso é engraçado, tb uso nanquim e as vezes sinto vontade de expandir, usar cores, borrar, ampliar. Dá vontade de pegar uma tela e abusar das cores. Mas só como descarrego, pq não largo o nanquim, é uma paixão. Beijos

    • Lúcia, eu só tenho a te agradecer.
      uma mensagem destas não só acalenta a alma, mas me dá a certeza que precisamos seguir, a despeito de qualquer coisa. a conexão que encontramos no mundo é mais profunda e misteriosa do que imaginamos!
      beijo grande

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