nossa música, nossa história.

our music, our history.

Não lembro de nenhum artista que eu conheça que não tenha uma relação intensa com música; acho que a ligação entre arte e música é tão direta e misturada que um acaba alimententando o outro. No colegial era a fita cassete que rodava de mão em mão, que gerava certa ansiedade até chegar a minha vez de ouvir. Até hoje mantenho a mesma curiosidade e vontade de procurar música que me estimule a produzir.
Como a maioria das crianças, eu cresci escutando o que os meus pais escutavam, e como a maioria dos adolescentes, passei a rejeitar tudo que eles escutavam e comecei a me interessar pela música que o meu irmão escutava. Lembro dele vestido de preto voltando pra casa com discos e mais discos, e as capas já eram o prelúdio pra o que viria na vitrola. Lembro daquela que mais me encantava, que continha um dos discos que a gente mais escutava; o Creatures of the Night do Kiss.
I don’t remember any artist I know whose relationship with music is not intense; I think the connection between art and music is so direct and intertwined that one feeds off the other. At high school it was the tape cassete going around from hand to hand, making me anxious until it was my tun to give it a listen. I keep that same curiosity until today, searching music that stimulates me to work.
As most children, I grew up listening mostly to what my parents did, and as most teenagers I then started rejecting their music and became interested in what my older brother was listening to. I remember him wearing black and coming home with records and more records, and their covers were the prelude for what was about to come on the player. I remember the one I was more enfatuated with, that contained one of the recored we listened to the most; Kiss’ Creatures of the Night.

A parte mais legal antes de escutar o disco era o ritual que tínhamos de colocá-lo debaixo do sofá onde era escuro, pra ver os olhos brilhando -e brilhavam mesmo! Retratei esse momento em uma edição da Revista +SOMA, onde artistas eram convidados a recriarem uma capa de disco de importância pra eles.
The coolest thing about listenig to this record was the ritual we had of placing it underneath the couch where it was dark, so we could then see the eyes glowing – and they really did! I’ve portrayed this moment a while ago in an edition of +SOMA Magazine, where artists were invited to recreate a record cover that was dear to them.

Ainda falando sobre música, num desses encontros inusitados da vida recebi um email de uma dupla de música pop da Inglaterra, Ash Before Oak, que viu meu trabalho em um livro, e uma identificação direta com a música que eles fazem. Cedi então uma imagem pra que eles usassem para a capa do CD deles, escrevi os nomes das músicas à mão.
Still on the subject of music, in one of those unexpected encounters of life I’ve got an email from a British pop duo, Ash Before Oak, who saw my work in a book, and a direct identificationwith the music they make. I’ve let them use a couple of images for their CD and handwritten the names of the songs.


As pessoas incríveis que encontramos no caminho, quando passamos a dar o nome certo às coisas. Obrigada, Mark e Pete!
The amazing people we find in our way, when we start calling things by their right names. Thank you, Mark and Pete!

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