meu cartão do leitor


biblioteca
Originally uploaded by thais beltrame
my library card

Sempre tive amor por bibliotecas, e tive a sorte de morar em alguns lugares com bibliotecas tão boas que passava horas lá dentro. Parte disso se deve ao fato de que meus pais sempre me levaram, desde pequena, à gibitecas, bibliotecas de centros culturais e sesc, e à bienal do livro. Não que eu seja uma intelectualóide ou alguma espécie de nerd que sabe nomes e nomes de livros e autores e poetas e períodos e estilos. Esse amor é genuíno mesmo, do tipo que me faz sentir aconchegada ao avistar uma fileira colorida de livros, e escolher alguma coisa pela capa, ou por algumas palavras que me chamam a atenção. Até trabalhei na biblioteca da faculdade, por três anos.
Também adoro quando você conhece um livro sem querer, ou porque um amigo te indica ou ele cai no seu colo. Uma vez ganhei um livro de um companheiro de albergue durante uma viagem, e acho que foi um dos livros mais legais que eu já li. Também acredito que os livros devem circular e por isso tenho poucos livros; uma vez que acabei de ler, outra pessoa deve desfrutar dele também.
Quando fui morar perto do centro de São Paulo dei uma geral pra ver se tinha alguma biblioteca pequena por perto, e achei a da Consolação. Fui pra lá praticamente saltitando, com uma mochila grande pra carregar todos os livros que encontraria por lá. Infelizmente o lugar não passava de uma casa velha (e não charmosa, do século 19) cercada de mato crescido. O chão rangia a cada passo e lá dentro não encontrei muita coisa além de livros empoeirados do Sidney Sheldon, e funcionários que pareciam fantasmas do século 19. A única coisa que eu levei da biblioteca pra casa foi o cartão datilografado vazio, e com uma letra faltando no meu sobrenome. Esses dias passei por lá e vi que estão finalmente reformando. Espero que reformem o acervo e a equipe de funcionários junto.

I’ve always been quite fond of libraries, and I was lucky enough to live in some places where the libraries were so good I’d spend hours inside. Part of that is due to the fact that my parents have always taken me to libraries, cultural centers and the book biennial. Not that I’m an intellectual or some kind of geek who can name names and names of books and authors and poets and periods and styles. This is the type of genuine love, that makes me feel cozy to see colorful rows of books, and pick something by the cover, or by a few words inside that may catch my attention. I have even worked for a library in college, for three years.
I also love when you get to know a book by chance, either because a friend has introduced it to you, or because it falls on your lap. I have once got a book from a hostel companion during a trip, and I think it was one of the nicest ones I’ve ever read. And I also believe a book must circulate so I own very few; once I’m done someone else must be able to enjoy it too.
When I moved close to downtown São Paulo I’ve checked around for a small library nearby, and I found the one at Consolação. I practically jigged my way over there, a big backpack on my shoulders to carry all the books I’d find over there. Much to my dismay the place was nothing but an old house (not a charming 19th century building) surrounded by overgrown grass. The floor creaked on every step and inside I found not much more than old dusty Sidney Sheldon books, and employees who might as well be 19th century ghosts. The only thing I was able to take home from the library was an empty typed card, and a missing letter from my last name. These days I walked past it and noticed they are finally renovating the place. I sure hope they renovate the collection as well as the staff.

4 pensamentos sobre “meu cartão do leitor

  1. >Querida ThaisVim passear pelo teu universo e gostei muito, bem que gostar não foi uma surpresa.me reconheci no teu amor pelos livros,pelas casas, nas referências a infância, enfim você escreve como desenha.Parabens pelo blog e pelo seu trabalho.beijosAurélia

  2. >Thais, eu tbm tenho uma paixão por bibliotecas, sempre sonhei em ter a minha particular. Eu diferente de vc guardo todos, lógico que empresto, mas apenas para os mais cuidadosos ou aqueles que tenho certeza que vão me devolver. rs rsAbraçoLuciana Tolentino

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